Qual o nosso chamado em meio às tempestades?

Em 2001 eu tomei a decisão de seguir a Cristo como propósito máximo em minha vida, numa cama de hospital, em meio a uma pancreatite viral. Eu nasci numa tempestade. E às vezes parece ser a forma preferida de Deus para me conduzir a realinhar minha vida em seus caminhos.
Qual o nosso chamado em meio às tempestades?

O poder de uma crise na mão de Deus

Ao longo do tempo as crises de saúde conduziram as maiores mudanças em minha vida, assim como crises no trabalho, ministério e família. Nelas eu reavaliei meu estilo de vida, maneira de pensar, maneira de ser, identidade – onde ela está de fato e tantas outras coisas. No entanto, esta crise é diferente de outras. Por isso:

Quero convidar você a mergulharmos em uma nova série neste blog, chamada “Dando dois passos para trás”.

Para darmos “dois passos para trás”, é necessário não pensar em primeira pessoa, mas olhar para si mesmo em terceira pessoa. Para assim poder avaliar-se. Avaliar quem você está sendo e quem deveria ser.

Neste primeiro post da série, gostaria de compartilhar com você o nosso posicionamento como missão em meio a esta crise. Convido você a pensar sobre este posicionamento como primeira aplicação deste conceito de “dar dois passos para trás”. 

Posicionamento FOCO/TeachBeyond Uruguay

Diante da pandemia e das crises que surgiram a partir daí, e com o desejo de voltar à essência do que cremos que deve ser nosso fundamento nessas horas queremos afirmar que:

1. Nada nos leva a amar menos a Deus. Amar a Deus é o resumo de toda lei e de toda a fé cristã.

2. Nada nos leva a amarmos menos ao nosso próximo. Nosso amor por Deus deve, necessariamente, se manifestar em um relacionamento amoroso com o próximo.

3. Por consequência, temos também um compromisso duplo: (1) cuidar de nossa saúde para podermos servir a Deus e ao próximo.(2) Cuidar do próximo (responsabilidade social), como expressão de nosso amor a Deus.

Diante destes princípios seguiremos ensinando, atendendo pessoas, servindo nossas comunidades de maneira criativa e responsável. Fazemos isso na confiança de que Ele é nossa esperança e o Senhor de nossas vidas!

Qual o nosso chamado em meio às tempestades?

Baseado neste posicionamento, que busca refletir as Escrituras. Não podemos tomar decisões e nem viver em sentimentos que nos levam a viver mais longe de Deus. Não podemos deixar de nos importar com outros. Vemos isso claramente em: 1 Jo 4.21 “Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.”

Ele, então, nos deu uma possibilidade de avaliar quanto estamos amando a Deus. Amar ao próximo não é só um mandamento, é a consequência do primeiro. Minha atitude com o próximo reflete meu relacionamento com Deus. Ao mesmo tempo, a medida que amamos o próximo, somos revigorados para amar a Deus. Existe um movimento cíclico.

Vamos nos cuidar e assim cuidar uns dos outros. Não porque o governo disse que assim deve ser feito. Vi muitas igrejas colocarem isso em seus avisos de cancelamento de culto. Vamos fazer isso porque esse é o nosso chamado.

Como experimentar a “paz que excede todo entendimento” nos dias de hoje?

Se “dou dois passos para trás”, percebo que existe, sim, um chamado claro de Deus para nós neste momento. Amar mais a Ele, demonstrando o amor ao próximo, de maneira prática, com o cuidado pessoal. Sem perder o foco, vivendo ansioso ou com medo.

Se me cuido visando o próximo, tenho a possibilidade de tirar o foco do meu eu, do meu bem estar e de olhar só para mim mesmo. Tenho a oportunidade de viver a “paz que excede todo entendimento”.

Porque ter paz nos dias de hoje não faz sentido. Por isso é uma paz sobrenatural. E para viver esta paz, o melhor caminho é cuidar de alguém, como consequência do meu amor a Deus. Logo experimento outro movimento cíclico, me importando com alguém as possibilidades de não viver ansioso e com medo aumentam.

Que Deus nos ajude e capacite para tudo que virá!
E não pare de se perguntar: Qual o nosso chamado em meio às tempestades?


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